«Conta-se que, quando os mouros foram expulsos pelos cristãos das terras
do norte, havia uma mulher moura que estava grávida e que teve as dores de
parto no momento da fuga. Escondeu-se, por isso, numa gruta para puder
ter o filho. Todos os mouros foram embora, mas ela ficou naquela gruta para
criar o filho, e o povo diz que durante muito tempo se ouviu a moura a entoar
bonitas canções de embalar. A gruta ficou assim conhecida como a “Pedra
da Moura” e a serra onde ela está situada é a Serra da Mourela. Fica entre as aldeias de Pitões das Júnias e Tourém, no concelho de Montalegre.»
Fonte: http://www.lendarium.org/narrative/lenda-da-serra-da-mourela/?tag=421
1 de Maio
Assim estava lançado o mote para mais uma incursão ao sempre belo (e místico) Barroso. Porém, infelizmente, acabei por não encontrar a gruta da “pedra da moura”, mas para ser sincero a verdade é que nem sequer me dei muito ao trabalho de a procurar! Não tinha propriamente um plano definido, um trilho a seguir, e tão pouco me lembrei de levar as cartas militares, quanto mais um desses aparelhos electrónicos com sistema GPS integrado. Caso não encontrasse a benfazeja gruta, paciência. Seja como for, o que tinha em mente e o que realmente pretendia era pura e simplesmente caminhar, usufruir da majestosidade do grande planalto serrano e sentir-me pequeno, insignificante. Contrariamente ao que habitualmente faço, em vez de me atirar freneticamente ao encontro da ansiada aventura, optei por caminhar de forma serena e totalmente descomprometida, vadiando fortuitamente por entre montes e vales. E foi assim, sem nada pedir e quando menos esperava, que a Mourela, quente e desanuviada, veio ter comigo. E então pude finalmente ouvi-la, tocá-la, cheirá-la, saboreá-la… meros delírios de um montanheiro na mais pura e solene entrega à natureza, à vida ao ar livre! Ou será que esses delírios não serão porventura a pura vivência de um sonho tornado realidade, um sonho que abrolha e floresce em cada nova incursão a esse lugar misterioso, divino, e infinitamente belo: a montanha.
Muito mais coisas tenho para dizer, partilhar, mas a ponta dos meus dedos teima em não tocar no teclado do computador. Tenho plena consciência que este meu desvario pelos montes aplanados da Serra da Mourela poderia e deveria ser acompanhado por um texto bem mais elaborado, mais descritivo, talvez até... mais poético. Mas a verdade é que o tempo urge e tenho que retomar neste mesmo instante as aulas práticas do meu curso intensivo de toalhitas e fraldas Dodot! J Bem, tenho mesmo de ir...
Até à próxima "aventura" caro leitor!
Assim estava lançado o mote para mais uma incursão ao sempre belo (e místico) Barroso. Porém, infelizmente, acabei por não encontrar a gruta da “pedra da moura”, mas para ser sincero a verdade é que nem sequer me dei muito ao trabalho de a procurar! Não tinha propriamente um plano definido, um trilho a seguir, e tão pouco me lembrei de levar as cartas militares, quanto mais um desses aparelhos electrónicos com sistema GPS integrado. Caso não encontrasse a benfazeja gruta, paciência. Seja como for, o que tinha em mente e o que realmente pretendia era pura e simplesmente caminhar, usufruir da majestosidade do grande planalto serrano e sentir-me pequeno, insignificante. Contrariamente ao que habitualmente faço, em vez de me atirar freneticamente ao encontro da ansiada aventura, optei por caminhar de forma serena e totalmente descomprometida, vadiando fortuitamente por entre montes e vales. E foi assim, sem nada pedir e quando menos esperava, que a Mourela, quente e desanuviada, veio ter comigo. E então pude finalmente ouvi-la, tocá-la, cheirá-la, saboreá-la… meros delírios de um montanheiro na mais pura e solene entrega à natureza, à vida ao ar livre! Ou será que esses delírios não serão porventura a pura vivência de um sonho tornado realidade, um sonho que abrolha e floresce em cada nova incursão a esse lugar misterioso, divino, e infinitamente belo: a montanha.
Muito mais coisas tenho para dizer, partilhar, mas a ponta dos meus dedos teima em não tocar no teclado do computador. Tenho plena consciência que este meu desvario pelos montes aplanados da Serra da Mourela poderia e deveria ser acompanhado por um texto bem mais elaborado, mais descritivo, talvez até... mais poético. Mas a verdade é que o tempo urge e tenho que retomar neste mesmo instante as aulas práticas do meu curso intensivo de toalhitas e fraldas Dodot! J Bem, tenho mesmo de ir...
Até à próxima "aventura" caro leitor!
Pedro Durães
(Para obteres mais informação sobre o património natural e cultural da Serra/Planalto da Mourela, clica AQUI!)
Foto-Reportagem
Torre do Boi, homenagem
ao boi barrosão
Vista para algumas
aldeias (Covelães e Fiães do Rio) e montanhas circundantes (Cerdeira e Cabreira)
Mata do Rio Mau, uma
das mais extensas e bem preservadas florestas autóctones do PNPG (não é necessário pagar
qualquer taxa de acesso…)
E quando fui a dar
conta, lá andava eu por terras galegas!
Pegada de Lobo (Canis
Lupus Signatus)
Marco geodésico de Vaires
(1374m), ponto mais alto da Serra da Mourela. Lá ao fundo ergue-se a vizinha
Serra do Pisco (1375m)
A oeste da Serra da
Mourela deparamo-nos com um vulto altivo, áspero, e ao mesmo tempo dominador: o
"reino de pedra" da Serra do Gerês
E cá estão eles: os
cotos/cornos da Gralheira e Fonte Fria vistos de um ângulo diferente daquele a
que normalmente estamos habituados
Vista para a aldeia de
Pitões das Júnias e para o "reino de pedra" da Serra do Gerês
Curti o
enquadramento desta fotografia!
Um lameiro “perdido”
nos confins da serra
O planalto da Mourela assemelha-se
a uma autêntica manta de retalhos, destacando-se o recorte na paisagem das
diferentes formas de maneio dos matos
«Assim é a Serra da
Mourela, entre a fragilidade do algodão, a humidade da turfeira e a imensidão
das nuvens e das montanhas. Aqui, quase na perfeição, se combina a beleza do
pormenor e a grandiosidade dos céus, das nuvens e das montanhas.»
E cá está a malta junto ao Poço das Rãs (turfeira)
A “empoleirada” aldeia
de Travassos (fotografia obtida a partir da aldeia vizinha de Covelães)
Vale da Ribeira do Rio
Mau, com o Alto de Vaires a espreitar bem lá em cima, nas alturas da Serra da Mourela
Bonito trecho do trilho
por entre a mancha de carvalhal caducifólio
A verdejante ruralidade
do Barroso...
E assim terminou mais
uma caminhada neste recanto (muito) pouco conhecido do PNPG