«Querido leitor, escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste blogue»

domingo, 21 de dezembro de 2014

"Um Santo e Feliz Blá... Blá... Blá..."


Barroso, 19 de Janeiro de 2014


Tendo em conta a (enfastiante) época do ano, quero desejar a todos um santo e feliz blá… blá… blá… que a passagem de ano seja blá… blá… blá… e que o ano de 2015 reserve montes de blá… blá… blá… 
Quanto ao reencontro, esse já todos nós sabemos: algures, numa montanha perto de nós!

Um blá… blá… blá…
Pedro Durães


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"Noitinha", de Florbela Espanca


Barroso, 29 de Novembro de 2014


“Noitinha”

A noite sobre nós se debruçou…
Minha alma ajoelha, põe as mãos e ora!
O luar, pelas colinas, nesta hora,
É água dum gomil que se entornou…

Não sei quem tanta pérola espalhou!
Murmura alguém pelas quebradas fora…
Flores do campo, humildes, mesmo agora,
A noite, os olhos brandos, lhes fechou…

Fumo beijando o colmo dos casais…
Serenidade idílica de fontes,
E a voz dos rouxinóis nos salgueirais…

Tranquilidade… calma… anoitecer…
Num êxtase, eu escuto pelos montes
O coração das pedras a bater…

Florbela Espanca


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

“Por Montes e Vales do Barroso”

29 de Novembro

O Barroso é um reino, um pequeno reino de montes e vales encarquilhados e encaixados no extremo norte de Portugal. A acidentada orografia do terreno, aliada a um clima implacavelmente agreste, moldou não apenas a embrutecida terra, como também as suas gentes. Resultado do isolamento geográfico e de um crescente sentimento de abandono e esquecimento perpetrado na região pelos representantes do poder político, enraizou-se nas Terras de Barroso uma identidade cultural muito própria, assente em valores centrados na defesa da honra e na salvaguarda do seu bem mais precioso: a terra. Fruto acumulado de anos e anos de experiência, o povo barrosão, de uma forma sábia e ponderada, usou os recursos naturais da região para dela retirar o seu parco sustento, moldando a fragosa paisagem de uma forma ordeira e harmoniosa, criando um equilíbrio perfeito entre as necessidades do homem e da natureza.
Em meados do século passado, o poder político descobriu no amplo planalto barrosão um recurso natural precioso e abundante: a água. Deu-se então início à construção de inúmeras barragens, sem qualquer tipo de preocupação em relação ao impacto ambiental e paisagístico provocado por esse fenómeno que, segundo os mais altos quadros da nação fascista, iria dotar a região de infraestruturas modernas, colocando-a finalmente na rota do progresso e desenvolvimento.
Várias décadas volvidas, uma nova onda de modernidade assolou as Terras de Barroso e as chamadas energias verdes (eólicas), instalaram-se nos píncaros serranos. As terras altas de Barroso viram-se, num curto espaço de anos, “colonizadas” por dezenas (para não dizer centenas) de torres eólicas. Criou-se uma mão cheia de parques eólicos, esventrou-se a serra com a abertura de estradas e os mais recônditos ermos das serras barrosãs tornaram-se acessíveis e visitáveis pelo mais comum dos incautos.
Contudo, e apesar da mutilação paisagística a que as Terras de Barroso foram submetidas ao longo dos anos, os montes barrosões preservam ainda alguns (poucos) locais surpreendentemente impolutos, quase intocados pela mão do homem, permitindo-nos contemplar um outrora Barroso bravio e selvagem. As encostas da vertente oeste da Serra do Larouco (mais concretamente uma imponente linha de cumeada transfronteiriça que se estende desde o Coto de Sendim até ao Alto de Vaires, já nas faldas do Planalto da Mourela) é, na minha opinião, um dos últimos bastiões de vida selvagem que nos dias de hoje (ainda) podemos encontrar nas Terras de Barroso.
Enquanto caminhava, uma pergunta, no entanto, pairava solenemente sobre um resplandecente céu azul: Quando chegará, afinal de contas, o funesto dia da profanação destes montes? Por quanto mais tempo este local manter-se-á tal como está, imaculado? Certamente que os representantes do poder político, de uma forma sábia e ponderada, encontrarão as melhores respostas. O passado recente é, sem sombra de dúvida, a prova disso mesmo.

Pedro Durães

Foto-Reportagem

Caminho tradicional que liga as aldeias de Sezelhe e Travassos

Escultura em relevo na homónima Torre do Boi, aldeia de Travassos

Vale da Ribeira de Rio Mau com a sua densa e bem preservada mancha autóctone de carvalhal

Lameiro irrompendo por entre o carvalhal caducifólio

Cascata de Barrondas. Confesso que esperava assistir a uma fulgurante palete de cores proporcionada pelas cores quentes de Outono, mas o Inverno, pelo menos aqui no Barroso, chegou um pouco mais cedo… L

Zoom à cascata de Barrondas. Foi construído um passadiço em madeira que permite o acesso até à base da cascata, mas atenção: o local é extremamente perigoso e um pé fora do trilho pode ser fatal!

Partindo à descoberta dos ancestrais caminhos do Vale da Ribeira de Rio Mau. A partir deste ponto e até perto do final do percurso o plano consistia em pura e simplesmente explorar a vertente oeste da Serra do Larouco (Vale do Alto Cávado)

Vista para a montanha do Rochão (1.401m). O cume da montanha indica o extremo leste abrangido pelo território do Parque Nacional da Peneda-Gerês

Confesso que fiquei bastante surpreendido por ver um belo conjunto de lameiros a uma altitude situada entre os 1200 e 1300m

Panorâmica norte a partir do cume do Rochão (1.401m). Uma desafogada e imaculada vista que se estende desde...
(Foto gentilmente cedida pelo camarada H. Miranda)

os Cotos da Gralheira, na Serra do Gerês, até…

à vizinha Serra do Larouco, onde é perfeitamente visível os primeiros “farrapos de neve” de um Inverno que este ano chegou um pouco mais cedo às Terras de Barroso

Influenciado por um microclima atlântico (mais húmido), nas encostas da vertente oeste da Serra do Larouco (Vale do Alto Cávado) predominam as manchas autóctones de carvalhal. Aqui, o que não falta mesmo são carvalhos a rebentar por todos os lados!

Com os caminhos rurais completamente encharcados em água e lama, por vezes a melhor opção foi saltar o muro de pedra sobreposta e caminhar literalmente junto aos lameiros

Este pareceu-nos um bom local para um almoço um tanto ou quanto tardio

As águas andam turbulentas...

A boa disposição é uma constante sempre que se finaliza o almoço com a degustação de um café quentinho e acabadinho de sair da cafeteira… acompanhado, lá está, por um bom bagaço caseiro! J

Com um almoço tardio, já só restava-nos pouco mais de 1 hora de luz disponível, o que fez com que decidíssemos cancelar a subida ao cume de Frades (1.175m, canto superior direito). Optamos por terminar esta nossa jornada por montes e vales do Barroso de uma forma traquila e acima de tudo segura: seguimos o antigo caminho rural que liga as aldeias de Mourilhe, Frades e Sezelhe, terminando a caminhada já de noite



sábado, 15 de novembro de 2014

E enquanto vou saboreando "Os Frutos da Terra"...


Serra da Cabreira, 2 de Novembro de 2014



E enquanto vou saboreando “Os Frutos da Terra”, do controverso romancista norueguês Knut Hamsum, devo confessar que senti (uma vez mais) o doce paladar de uma frase da qual eu me sinto espiritualmente e umbilicalmente ligado. Knut Hamsum, um amante da Natureza e das florestas nórdicas em particular, revela o seu ambíguo estado de espírito: (…) «É estranho, entre as árvores destes bosques sinto-me misteriosamente em família!» (…). A frase e a familiaridade que a acompanha caminharam comigo em segredo na minha última incursão pelos bosques encantados da Serra da Cabreira. 

Pedro Durães


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

“Cabreira Outonal”

2 de Novembro

Sensivelmente 1 ano depois regressei a um local que pessoalmente considero como um dos mais belos e perfeitos lugares na terra. Perdida e esquecida no coração da Serra da Cabreira, encontra-se uma lendária floresta que serve de casa a Duendes e Fadas, Estrunfes e Hobbits, uma floresta que mais parece ter sido retirada de uma das mais fascinantes obras-primas de Tolkien, um mundo simplesmente… mágico, habitado por criaturas do Fantástico.
O leitor que me perdoe, mas desta vez não vou trasladar para letra redonda as múltiplas vivências desse dia. Quanto à razão, perguntarão alguns de vós, ela na verdade não poderia ser mais simples, e de certa forma óbvia. Já anteriormente partilhei a minha humilde (e porventura fantasiosa) descrição do que é caminhar por esses bosques encantados, imbuir toda aquela magia que nos faz sonhar… acordados! Para mim não faz sentido voltar a dizer basicamente as mesmas coisas, pese embora, como todos nós sabemos (ou pelo menos deveríamos saber…), que cada incursão à montanha é e será sempre diferente da anterior, mesmo quando passamos por locais sobejamente conhecidos. Mas não se preocupem os mais distraídos (ou será menos atentos…), podem sempre clicar AQUI, ou então AQUI. E já agora, se estão assim tão ávidos por um pouco de "literatura" medíocre, também podem clicar AQUI. Que seja feita a vontade do freguês! Peço imensa desculpa… uma vez mais. Que seja feita a vontade do leitor, quero eu dizer.
Resta-me, portanto, partilhar com todos vós a pobreza franciscana de um punhado de fotografias que de uma forma sincera e singela esforça-se por espelhar aquele curto espaço de tempo em que o “AH!...” é instintivamente substituído pela compressão do dedo indicador no obturador da máquina fotográfica e assim, pela captação e posterior visualização das imagens, relembrar aquela que foi sem dúvida alguma (mais) uma inesquecível incursão à sempre bela e sublime Serra da Cabreira. O dia até pode não ter sido muito proveitoso no que diz respeito à fotografia (pouca luz, nevoeiro, chuva, mesmo muita chuva…), mas a verdade é que o prazer que se retira ao caminhar no interior dos bosques da Serra da Cabreira recompensa largamente a frustração de um qualquer fotógrafo amador. É que antes de se ser fotógrafo, cada um de nós é, sobretudo, montanheiro(a)! Até à próxima “aventura” companheiros(as)!

 Pedro Durães

Foto-Reportagem

Seguindo por uma antiga levada entramos no mundo mágico dos bosques da Serra da Cabreira

“Avenida dos Ciprestes”

Este trilho é um dos mais belos percursos em floresta que já percorri...

… Numa envolvente absolutamente encantadora à qual é impossível ficar indiferente

A fonte de toda a vida

A Natureza é capaz de coisas absolutamente formidáveis… e ao mesmo tempo estranhas…

Já repararam bem no tamanho destes fungos?!

Transposição de um dos principais cursos de água do santuário natural da Costa dos Castanheiros: o Ribeiro Escuro

E pouco tempo depois voltamos a percorrer a margem direita do Ribeiro Escuro, acompanhando-o durante todo o seu trajecto até à nascente

Uma pequena mas ao mesmo tempo belíssima cascata

Bosque de lariços (larix decidua)
(Foto gentilmente cedida pelo camarada Alberto Pereira)

Reparem bem no tapete que envolve o solo e a árvore

Vidoal de montanha. Será que anda por aí El Rei D.Sebastião?...

Marcos de S.Bento. Estes marcos seculares indicam a fronteira natural entre 3 concelhos vizinhos (Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto e Montalegre), ou se preferirem, entre o Minho e o Barroso (Trás-os-Montes)

Aproveitamos o abrigo fornecido pelos ciprestes para uma curta pausa, na ténue esperança de que talvez a chuva abrandasse…

… Mas em vez de abrandar, o tempo piorou! E pouco tempo depois lá vierem os trovões… bem, era chegada a hora de basar!

Quedas de água da Ribeira da Mijadeira (é assim mesmo que ela se chama!)

Foto final nas homónimas “Portas de Pedro”. Uma de várias "portas" que permite o acesso aos bosques encantados da Serra da Cabreira



sábado, 1 de novembro de 2014

“Shall We Dance?”


Floresta da Costa dos Castanheiros, Serra da Cabreira


Com o arrastar do Outono acentua-se a clorose nas folhas das árvores e assiste-se a uma autêntica explosão de cores, ou se preferirmos um tom mais musical: uma dança. Como que antevendo um longo e duro Inverno, os bosques da Serra da Cabreira vestem-se de gala para uma espécie de “ballet fúnebre”. Celebra-se a vida, portanto, antes da morte. «Shall we dance?»

Pedro Durães


sexta-feira, 24 de outubro de 2014

"E enquanto vou vasculhando..."


Barroso, 28 de Setembro de 2014


E enquanto vou vasculhando a “Mensagem” de Fernando Pessoa, encontrei este belo poema…


“Nuno Álvares Pereira”

Que auréola te cerca?
É a espada que, volteando,
Faz que o ar alto perca
Seu azul negro e brando.

Mas que espada é que, erguida,
Faz esse halo no céu?
É Excalibur, a ungida,
Que o rei Artur te deu.

Esperança consumada,
S. Portugal em ser,
Ergue a luz da tua espada
Para a estrada se ver!

Fernando Pessoa



terça-feira, 14 de outubro de 2014

“Verdes são os campos”, de Luís de Camões


Barroso, 28 de Setembro de 2014


“Verdes são os campos”

Verdes são os campos,
De cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes,
De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Gados que pasceis
Com contentamento,
Vosso mantimento
Não no entendereis;
Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Luís de Camões

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

"Entre a Cabreira e o Barroso"

28 de Setembro

As previsões meteorológicas para o dia não eram de todo as mais animadoras (era esperada chuva, acompanhada de trovoadas ao longo do dia). Contudo, a possibilidade de uma eventual “janela de bom tempo” fez com que decidíssemos arriscar, e acabamos mesmo por colocar as botas ao caminho! O plano consistia em percorrer o PR8 "Trilhos de D.Nuno", um percurso homologado com uma extensão de 22 km e que acompanha a passagem de D.Nuno Álvares Pereira pela região das Terras de Barroso. Aliás, segundo nos conta a história local D. Nuno terá casado ainda muito jovem com D. Leonor de Alvim e vivido na região durante vários anos da sua vida.
Dispersas ao longo de um extenso vale aplanado, numa zona de transição geográfica entre as serras da Cabreira e Barroso, os pequenos núcleos rurais que constituem a freguesia de Salto, a maior freguesia do concelho de Montalegre, tanto em área (78,6 km2) como em população (2375 habitantes), são o testemunho edificado de uma curiosa e ancestral simbiose entre o homem e a natureza. Neste pitoresco recanto trasmontano a paisagem foi moldada de uma forma ordeira e harmoniosa. Para além de uma paisagem natural rica e diversificada, também podemos encontrar um vasto e riquíssimo património arquitectónico. Aliás, caminhar por qualquer uma das aldeias é por si só uma experiência a todos os níveis transcendental. Calçadas centenárias, antigas casas senhoriais, igrejas oitocentistas, velhos cruzeiros revestidos por líquenes, fontes seculares, currais cobertos por telhados de colmo, moinhos e fornos comunitários… enfim, uma panóplia de autênticas preciosidades que nos dias de hoje ainda servem os homens e mulheres que por aqui (ainda) resistem.
Mas a arte e o engenho desses homens e mulheres não se focou apenas no interior das povoações. Por toda a parte é possível avistar quilómetros e quilómetros de rectângulos viçosos, debruados em socalcos suaves e delimitados por muros de pedra sobreposta. Os lameiros são o fruto de anos de experiência e da necessidade de alimentar o gado doméstico nos longos e gélidos meses de Inverno. Caminhar no interior dos lameiros é como percorrer uma espécie de labirinto. Um sem fim de caminhos que se cruzam vezes sem conta e que, invariavelmente, acabam por ligar as casas e os campos ao bosque de carvalhos, que por sua vez conduz a um cantante ribeiro, para logo de seguida voltar a subir serra acima até às zonas de baldio, utilizadas nos meses quentes de verão como local de pastagem.
Quanto às previsões meteorológicas adversas, elas acabaram por ser isso mesmo, previsões que (felizmente) vieram a não se concretizar. Felizes pelo engano dos nossos amigos meteorologistas, lá fomos seguindo as pisadas de D.Nuno Álvares Pereira, uma das figuras mais marcantes e inspiradoras da nossa já longa história enquanto nação livre e independente. Os momentos vivenciados durante a caminhada em Salto podem não ter um lugar de importante relevo na história nacional, mas certamente ocuparão um lugarzinho especial no coração de quem por lá andou... algures, entre a Cabreira e o Barroso.

Pedro Durães


Foto-Reportagem

Parque de Lazer do Torrão da Veiga

Este pequeno trecho do caminho sobranceiro à Ribeira do Torrão é simplesmente fenomenal!

Lameiros e bosques de carvalhos nas imediações da aldeia de Paredes

Belíssimo exemplar de uma secular fonte

Caminho utilizado pela povoação de Paredes com o intuito de conduzir o gado até às zonas de pasto localizadas nas terras altas da Cabreira (Serra da Maçã)

Planalto serrano

Panorâmica sobre a Serra da Maçã. Este vasto planalto serrano é uma das zonas mais férteis em termos de pasto natural em todo o maciço montanhoso da Serra da Cabreira

Um pequeno curso de água ladeado por um frondoso bosque de bétulas

Lameiros floridos nas imediações da aldeia de Corva

Gado barrosão pastando nos campos agrícolas da aldeia de Amial

Uma secular e muito peculiar ponte

Entrada tradicional para um lameiro

Vale da Ribeira do Torrão. No lado esquerdo da foto podemos observar um pequeno descampado (Brigadoiro), e segundo nos conta a lenda local, era neste lugar onde D.Nuno Álvares Pereira vinha com os seus homens e cavalos treinar e aperfeiçoar as técnicas de combate. Curiosamente, ou talvez não, penso que o nome Brigadoiro eventualmente derive da palavra briga, ou seja: luta

A lenda local também nos conta que no preciso lugar onde esta foto foi obtida (Alto do Penasco da Corneta), e através de um corno de boi, D.Nuno Álvares Pereira chamava os seus guerreiros. A mesma lenda refere ainda que estes guerreiros teriam lutado ao lado do próprio D.Nuno na mítica batalha de Aljubarrota    

Caminho tradicional de onde se destaca um imponente e majestoso castanheiro

Zoom ao bucólico lugarejo de Cerdeira

Os caminhos tradicionais são de uma beleza por vezes indescritível!

        Foto de grupo junto a um secular carvalho localizado no antigo burgo de Salto
(Foto gentilmente cedida pelo camarada Gonçalo Mota)

Foto final à estátua do Condestável, situada na praça homónima na Vila de Salto (junto à igreja velha de Salto)