«Querido leitor, escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste blogue»

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Serranias Fafenses- “Pelos Trilhos do Vale da Ribeira de Linhares”

16 de Fevereiro

Esta caminhada foi um pouco diferente em relação às habituais marchas de montanha que habitualmente costumo percorrer. Acabou por ser realizada apenas durante a manhã, tendo como companhia o meu «cota» e, claro, o meu fiel amigo de 4 patas, o Kiko. Optamos por percorrer o curto, mas lindíssimo PR7 Caminhos de S. João da Ramalheira, aproveitando a ocasião para explorar um pouco mais o vale da ribeira de Linhares. Na minha modesta opinião, trata-se de um dos locais mais valiosos, não só em termos ecológicos como também paisagísticos de toda a serra de Fafe. Fica o convite para um dia visitarem este vale encantado…
Pedro Durães
Fotorreportagem:

  Bom dia!

 
Alguns dos curiosos residentes locais…
 
Entrada no vale da Ribeira de Linhares
 
O vale encontra-se revestido por um pujante carvalhal autóctone

Ribeira de Linhares

Engraçada esta placa…
 
Panorâmica a partir do moinho de vento de Aboim
 
Passagem por um lindíssimo caminho rural

 
Em certas partes o trilho encontrava-se alagado devido à chuva dos últimos dias
 
Ruínas da capela de S. João
 
Panorâmica do vale da ribeira de Linhares
 
Aboim, ao fundo as montanhas da «vizinha» Cabreira
 
  Cá estamos nós…
 
 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Serra do Alvão- "Miradouros do Alvão"

02 de Fevereiro

“Massas de granito temperadas pelo vento, quartzitos retorcidos pela força da Terra, vales encaixados, socalcos, planaltos a perder de vista, águas límpidas que brotam do coração da serra, neves, lobos, águias que rasgam os céus, lameiros, campos e baldios, vacas maronesas, cabras bravias, moinhos, levadas, casas de colmo, de xisto, de ardósia negra, Homens e Mulheres que juntos moldaram a paisagem, tiram o sustento da terra e a cada instante fazem este Parque…”
Bem-vindos ao Parque Natural do Alvão!
(Texto retirado de um folheto do Parque Natural do Alvão)

 
Depois de transcrito o texto anterior, já pouco mais tenho a dizer acerca de mais uma formidável actividade de montanha, realizada no «coração» do Parque Natural do Alvão. Seja como for, aí vai o singelo relato de mais uma «aventura» por esses montes fora.
Saindo da aldeia de Arnal, e tomando um trilho de pé posto, contornamos o impressionante caos granítico da “Catedral de Arnal”. Lentamente, fomos ganhando altitude, aproveitando cada paragem para desfrutar das paisagens que entretanto iam surgindo.
Transposto o «mar de rocha» atingimos uma zona de planalto, e, lá está, ponto de paragem obrigatório: a «Cabana». Trata-se de uma simpática tasquinha, localizada no interior de um exótico bosque de bétulas (Betula alba), próximo do paredão da Albufeira Cimeira. Atravessamos o referido paredão, e contornamos a albufeira até um miradouro localizado já próximo da Albufeira Fundeira, uma outra albufeira (embora de proporções menores) e de onde podemos contemplar uma vista fantástica sobre a aldeia de Lamas de Ôlo, os campos de cultivo e lameiros, e sobre o imenso planalto do Alvão, que de ano para ano vai sendo «colonizado» por mais e mais turbinas eólicas.
Atravessando o paredão da Albufeira Fundeira fomos rapidamente ao encontro do local escolhido para almoçar. O almoço foi no interior das ruínas de uma antiga casa, estranhamente localizada no meio do nada e relativamente afastada da aldeia mais próxima (Lamas de Ôlo). Posteriormente, no fim do dia, um pastor da aldeia de Arnal confessou-nos que a casa foi em tempos propriedade de uma família de Lamas de Ôlo, estando o seu uso relacionado com a pecuária, principal meio de subsistência das populações locais. Após o repasto, e seguindo por um antigo caminho florestal, continuamos a marcha atravessando um lindíssimo bosque (já nosso conhecido), de onde se destaca a predominância das manchas arbóreas de pinheiro-silvestre e bétulas. Um pouco mais à frente, numa bifurcação, viramos à esquerda e seguimos pelo estradão que liga as barragens do Alvão ao Vaqueiro, uma área predominantemente planáltica, muito fértil em termos de pasto, e de onde nascem vários cursos de água, entre eles a ribeira de Arnal.
Descemos rumo às barragens acompanhados por uma nuvem «manhosa» que durante a sua passagem presenteou-nos com uma descarga de chuva que chegava cá em baixo em pequenas bolas de granizo, mas que eram estranhamente fofas, tal como a neve… incrível! Atalhando pelo meio de um pinhal começamos desde logo a vislumbrar o próximo ponto de passagem: o "Cabeço de Arnal". De proporções gigantescas, a fraga domina de uma forma nua e crua a paisagem circundante, em pleno contraste com a verdura do vale adjacente. E Arnal, finalmente à vista... Apesar da curta distância que nos separava do ponto de partida, a verdade é que esta seria, por ventura, a parte mais delicada do dia. A descida, para além de bastante acentuada, seria efectuada através da passagem por diversas lajes de rocha, bastante húmidas e consequentemente escorregadias e perigosas. Não é de estranhar que para percorrer aproximadamente 200 metros tenhamos demorado mais de 30 minutos! Felizmente não houve quedas a lamentar e acabamos por chegar todos sãos e salvos à aldeia de Arnal.
Na viagem de regresso «encostamos» na Casa Lapão para provar alguma da doçaria tradicional de Vila Real, onde não faltaram os pitos e as cristas de galo e onde ficamos a saber que anualmente, no dia 13 de Dezembro (dia de Santa Lúzia), é tradição os homens oferecerem o pito às mulheres… E esta hein!? 

Pedro Durães
 
Fotorreportagem:
 
Ribeira de Arnal
 
“Catedral de Arnal”
 
Panorâmica da aldeia de Arnal e respectivos lameiros
 
Um zoom à aldeia de Galegos da Serra
 
Uma pequena cascata rompendo por entre um «mar de rocha»
 
O bosque de bétulas envolvendo a «Cabana»
 
Vista da Albufeira Cimeira a partir do paredão
 
Panorâmica da área envolvente da aldeia de Lamas de Ôlo
 
Pelo vestuário dá para ver que o dia até esteve bem quentinho…
(Foto gentilmente cedida pelo camarada António)
 
Fim do repasto, toca a marchar!
 
Esporadicamente o sol lá ia surgindo e as fotografias ganhavam vida
 
Perspectiva das diferentes manchas arbóreas
 
Cá está ele, o monte Farinha! Vai uma volta até lá cima?

 Estradão florestal que liga as barragens ao Vaqueiro

 
Quem é que disse que a descer todos os santos ajudam?
 
E Arnal, finalmente…
 
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E que tal passar o Carnaval no território do Lobo?


 
 
Vem descobrir os encantos da serra da Peneda e contactar com a cultura local, enquanto percorres o imenso território do lobo.
 
Para mais informações consulta o site em www.ecotura.com ou através do e-mail ecotura@ecotura.com TLM: 96 7442217