«Querido leitor, escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste blogue»

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Serranias Fafenses- “PR3- Á Descoberta de Aboim”


E foi assim que o pessoal se despediu de 2012, com uma bela caminhada pela serra de Fafe, percorrendo os baldios da aldeia de Aboim, através do "PR3- Á Descoberta de Aboim".

 Fotorreportagem:










Maurício Gomes



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Prenda de Natal!

 
 
Caro leitor/seguidor do blogue, clica AQUI e abre a prenda de natal que tenho para te oferecer!
Pedro Durães

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Boas Festas!

 
Leonte, serra do Gerês
 
Desejo a todos (as) o habitual blá… blá… blá… blá… que se costuma dizer nesta altura do ano. O reencontro será, como de costume, numa montanha perto de ti.
 
Um Abraço Montanheiro,
Pedro Durães
 
 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Serra da Cabreira- "Pelos Bosques da Cabreira"

1 de Dezembro de 2012

Numa manhã gélida, acompanhada por um vento «fresquinho» que soprava vindo de norte, 6 (+1) destemidos «aventureiros» ousaram deixar para trás o conforto do lar e partiram em busca do desconforto da montanha. Os primeiros quilómetros não foram propriamente fáceis de percorrer. O tipo de terreno não apresentava qualquer dificuldade relativamente á progressão (antes pelo contrário), o problema era que o frio era muito... mesmo muito! Olhámos em volta e vimos os primeiros raios de sol a iluminar a encosta oposta da montanha, e penso que cada um de nós gostaria de lá estar… Lentamente, e para gáudio de todos nós, o sol finalmente apareceu! E com ele veio também uma luz fenomenal e uma agradável sensação de conforto, que aquecia não só o corpo, como também o coração.
Caminhar nos bosques da serra da Cabreira é ao mesmo tempo uma experiência libertadora, tal é a alegria efusiva dos sentidos, como, ao mesmo tempo, ela nos convida a uma profunda introspecção, diria até, uma profunda meditação. O delicado e harmonioso ecossistema dos bosques da Cabreira é um verdadeiro tesouro natural, muito raro de encontrar nos dias de hoje. O chão, húmido e fofo, encontra-se revestido de musgo, tal como as rochas, e as árvores, uma fascinante mistura de espécies mediterrânicas e outras geralmente mais abundantes nos países do norte da Europa, levantavam-se de um colchão coberto por fetos gigantescos.
Enquanto deambulava pela floresta uma estranha e perturbadora sensação de inquietude apoderou-se de mim. Várias perguntas, surgidas não sei bem de onde impunham-se de uma forma vil e firme. Teria de encontrar rapidamente as respostas, já não aguentava mais aquele tormento. Estaria eu obrigado a «esconder» aquele mundo, deixando-o tal como está, intacto, imaculado? Caso optasse por essa decisão, não estaria a ser egoísta, ao querer ficar com aquele mundo só para mim? Ou, em contrapartida, teria o dever de revelá-lo, expô-lo? E se o revelasse, não estaria eu a ser «cúmplice» ao permitir que algumas pessoas incautas pudessem ter acesso aquele templo sagrado, profanando-o?
Afinal de contas, como podemos nós compreender, respeitar, e preservar aquilo que não conhecemos? Se não temos acesso ao conhecimento e à informação, como podemos nós ter algum tipo de afectividade por algo que nos é totalmente estranho, indiferente?
A publicação deste post (tal como a razão de ser deste blogue) é a resposta a essa e a muitas outras perguntas. Resta agora que cada um dos leitores, na eventualidade de um dia decidir caminhar pelos bosques da Cabreira (e não só), tenha o simples cuidado de deixar apenas as suas singelas pegadas, e caso queira tirar alguma coisa, a máquina fotográfica é uma boa opcção. Ficará não só com uma lembrança, mas também com a certeza que deixou tudo tal como estava, de uma forma perfeitamente… natural!
Pedro Durães
 
Fotorreportagem:
 
Entrada na floresta mágica da Cabreira
 
Uma fotografia ao fotógrafo?
 
Finalmente, o sol!
 
O solo era um autêntico «tapete» de musgo e folhas
 
Panorâmica dos bosques da Cabreira a partir de uma das poucas clareiras que encontramos
 
Alto do Talefe e um dos vários fojos do lobo existentes na serra da Cabreira
 
Reflexos no açude da ribeira da Lage
 
Pormenor de mais um recanto da Cabreira
 
Durante a pausa para almoço, onde aproveitamos para tomar um «banho de sol»
 
Acompanhando o tímido e silencioso ribeiro Escuro
 
Pormenor de um «cogumelo trepador»
 
Passagem pela Costa dos Castanheiros com as mãos bem enfiadas nos bolsos. Porque será?
 
Esta rocha não sente o frio, já viram a samarra…
 
Já na descida para a aldeia de Agra, deixando para trás os magníficos bosques da Cabreira